sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Até ao infinito e mais além?

Quando estamos apaixonadas vamos até ao infinito e mais além. E pensamos que esse amor vai durar até ao infinito e mais além. Mas será que em termos de amor existe esse infinito, para não falar do mais além?
Hoje tive conhecimento que mais uma amiga se  separou. Ainda há bem pouco tempo me dizia que aquele era o homem da vida dela, que queria passar o resto da vida com ele, quem sabe até casar. Fiquei surpreendida com o 'casar' pois já tinha sido casada antes e tinha tido uma má experiência, com um marido controlador, ciumento e possessivo que não a deixava respirar. Ele também já tinha sido casado. Duas vezes. Mas também ele assegurava que ela era a mulher da vida dele... até ter encontrado outra, e ainda mais outra, que se esqueceu de mencionar à 'mulher da vida dele'. 
A minha amiga, apaixonada, e pensando no infinito e mais além, descobriu a primeira e perdoou. Mas como qualquer mulher sensata, e ela é-o sem dúvida alguma, ficou de pé atrás. Ele continuava a ser o homem da vida dela, mas... Até que descobriu a segunda. Imagino como se terá sentido. O mundo por certo que desabou à volta dela. Ninguém merece passar por uma crise, perdoar, resolver continuar a apostar no relacionamento para logo de seguida descobrir que o infinito e mais além afinal não era infinito. E que de mais além não tinha nada. 
Por experiência própria digo que tudo tem um começo e um fim e que nada é para sempre. Mas cheguei a acreditar, e até certo ponto ainda acredito, que um amor que surge na idade adulta tem mais possibilidades de vingar, de se prolongar ao longo dos anos, de forma a ficarmos juntos até ao infinito. E talvez mais além. Admiro os casais que casaram quando jovens e continuam juntos ao fim de muitos, muitos anos, mas pergunto-me se será ainda amor que têm um pelo outro ou simplesmente um grande carinho e acima de tudo respeito. Prefiro acreditar no primeiro, sim, porque continuo a acreditar no amor, mesmo que não acredite que seja infinito. Prefiro acreditar no amor no aqui e agora, tentando não pensar no futuro, sem fazer grandes planos, saboreando apenas o momento. Nem por isso deixo de sofrer pela minha amiga. Nem por isso deixo de me questionar do porquê do infinito passar tão rapidamente a finito. Mas talvez assim, sem grandes expectativas, doa menos se me acontecer o mesmo a mim... 
"... que seja infinito enquanto dure" Vinicius de Moraes

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Conversas com filhos II

As conversas engraçadas com o bombom mais velho já começam a rarear. Está naquela idade parva em que eu não sei nada, ele sabe tudo e em que me passa constantemente atestados de estupidez. Mesmo assim, entre discussões, conseguimos ter tempos de bonança em que nos voltamos a entender como antes e nos quais reconheço o filho doce e carinhoso que tive em tempos. E especialmente brincalhão, com um sentido de humor muito britânico e acima de tudo verdadeiro, sem fingimentos ou estratagemas. Mas esses momentos são raros e por isso os prezo tanto. 

Um dia destes levava-o eu ao fim do dia ao clube desportivo quando ele se sai do nada: -Mãe, quando é que o teu namorado vai embora? (Vai-se ausentar do país durante vários meses por motivos profissionais) 
- Porquê? perguntei. Estás com pressa que ele vá? 
- Pelo contrário, diz ele. Depois vais ter mais tempo para andares encima de nós e nos dares cabo do juízo...

E eu que por breves instantes tive a leve esperança que o meu filho quisesse passar mais tempo com a mãe. Nada como a sinceridade para nos fazer assentar os pés na terra. Onde ficaram os meus bombons fofinhos, os mais de tudo da mãe? Até apetece dizer: Quem és tu é o que fizeste ao meu filho?


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Estou farta disto! Vou para a Terra do Nunca...

IPois é, há coisas que me tiram do sério, apesar de tentar manter sempre a calma.  Assuntos relacionados com o meu ex e os bombons são muito delicados e tento sempre que as coisas não azedem. Cedo e volto a ceder, apesar de saber que tenho a razão do meu lado. Não quero que os meus filhos sintam a animosidade que impera entre os pais. Prefiro que pensem que conseguimos lidar um com outro apesar de nos termos divorciado.
Acontece que isso é pura mentira. Raros são os meses que não recebo uma mensagem ou um e-mail no mínimo ofensivo. Geralmente, não me digno responder. Noutras, as circunstâncias obrigam-me a manter a calma aparente e a responder diplomaticamente, apesar de me apetecer responder com um valente: Vai à merda!!!
Não pensem que estou a fazer-me de vítima. Ter o ex a sei lá quantos quilómetros de distância deveria assegurar a paz de espírito. Não se iludam! Está ausente, devido a essa ausência não cumpre o acordado no que se refere a fins-de-semana e afins, mas nunca lhe pedi um cêntimo a mais que fosse. Ele, por sua vez, desconta ao cêntimo tudo o que pode descontar nas despesas que deve comparticipar. Ao ponto de descontar 2 euros... Ah pois é!
E como isso não bastasse, não posso fazer planos com os miúdos sem lhe 'pedir permissão' porque Sua Excelência pode lembrar-se de aparecer exactamente nessa altura, sem me avisar, claro! Helloooo??! E que tal avisar-me a MIM quando os pretende ver, já que nunca os vê porque a distância não o permite? 
Isto de ficar calada e manter a calma para dar tranquilidade aos meus bombons está a dar cabo da minha paz de espírito e constituiu uma séria prova de resistência para o meu estômago. É que há coisas que não só me tiram do sério, como me dão uma vontade de vomitar valente....

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Coisas de filhos...

Há dias o meu bombom mais novo começou a rondar-me e notei que me queria dizer alguma coisa. Fiquei à espera até que...
Filho: Há coisas que não entendo!
Eu: Então diz lá, o que não entendes?
Filho: Por exemplo, para que é que precisas de um namorado quando tens um filho tão giro como eu...

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Quando o 'Amo-te' fica ausente

Não há palavras que alguém mais goste de ouvir que as palavras 'Amo-te'. São palavras tão simples, mas com uma magia tal que consegue transformar um dia cinzento num dia cheio de raios de sol. Independentemente de quem as diz, sejam filhos, pais, amigos, namorados, estas palavrinhas por muito simples que sejam estão cheias de significado e de sentimento. Ninguém fica indiferente a elas. 
Mas e se elas se forem? Se deixarem de ser ditas, de ser ouvidas? Da primeira vez que adormeci sem as escutar bateu uma saudade forte. Como se já tivesse perdido aquela pessoa. Como se a ausência daquelas palavras significassem a ausência do sentimento, o princípio do fim. Estaria a exagerar ou apenas a pressentir? Quando dizemos a alguém que amamos essa pessoa e ela não nos responde com as mesmas palavras, isso significa o quê? As ideias rodopiam na cabeça, numa tempestade sem fim. Num carrocel que teima em não parar e que teima em afastar o sono. E quando o sono chega, vêm os sonhos de quedas em buracos fundos, de florestas negras sem fim, de caminhadas no deserto. Tudo porque aquelas palavras ficaram ausentes.
Mas a ausência nem sempre significa o princípio do fim. Por vezes a vida dá-nos dias menos bons, em que nos esquecemos que temos pessoas que nos rodeiam que merecem a nossa atenção, o nosso carinho, o nosso amor. Em que nos esquecemos que poucas palavras podem significar tanto e mudar o dia da outra pessoa. Que uma mensagem demora 30 segundos a escrever e que pode fazer alguém sorrir o da todo. Em que um telefonema de um minuto pode fazer alguém muito feliz quando são ditas as palavras certas. E há dias em que os sentimentos estão mais ao rubro, em que sentimos a dobrar, pensamos a triplicar, choramos a quadruplicar e a ausência de carinho, atenção e dessas palavras tão simples mas de tão grande significado nos fazem pensar que tudo está perdido. 
E depois de uma noite de sono agitado, com dúvidas e sonhos angustiantes, uma simples mensagem muda tudo: Não te esqueças que eu te AMO!

sábado, 15 de março de 2014

Pequeno-almoço by bombom

Existe coisa melhor que acordar num sábado e ter a mesa posta com o pequeno-almoço que o filhote nos fez? Não, não há de certeza! 
Entre ovos mexidos com bacon, salpicão e chouriço oferecidos pela amiga de infância que nos visitou, pão alentejano e a melhor broa de milho do mundo, tudo isto finalizado com panquecas, é claro que a dieta que era para iniciar hoje ficou adiada. Aliás, que ideia idiota começar a dieta hoje!!! Dia ideal é a segunda-feira. 
Filhote, bombom do meu coração, adorei! És fantástico! Love you :)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Bombons, despedida e chatices


Os meus bombons despediram-se recentemente do pai que decidiu emigrar. 
A notícia que o meu ex-marido iria emigrar foi-me transmitida pelo meu filho mais novo. Andava triste, a arrastar-se pela casa. E só depois de muita insistência me contou o porquê de tanta tristeza. Pois, o pai iria sair do país e deixaria de o ver com tanta frequência. 
Pensei que o meu ex-marido e pai dos meus filhos iria falar comigo para me informar sobre a sua saída do pais e as consequências que isso iria ter na vida dos nossos filhos. Para meu espanto, nunca o fez. Já se foi e continuo à espera de receber uma chamada para falarmos sobre este assunto. 
Pergunto-me se haverá mais pessoas a passarem por algo semelhante ou se serei a única felizarda! Eu, como mãe, nunca conseguiria estar muito tempo afastada dos meus filhos e acredito que esteja a ser muito difícil para o pai dos meus filhos. Mas independentemente disso, seria boa ideia falar sobre o assunto com a outra parte, até porque lhe compete ficar com os filhos de 15 em 15 dias. E mesmo assim nem uma palavra? Depois de 21 anos de casamento?
Neste momento sinto-me de pés e mãos atadas. Há dias em que não sei para onde me virar, quando tenho muito trabalho, e mesmo assim tenho de me ausentar para os levar às explicações, ao médico, à natação... E não tenho um momento que seja só meu. Ah! E o pior de tudo mesmo é ter de deixar os bombons alguns minutos sozinhos para ir às compras e ter o pai deles a ligar e a fazer perguntas sobre onde a mãe anda e o que foi fazer e a que horas saiu! Helloooooo, estamos divorciados!!! E não fui eu que saí do país!!! Eu continuo cá a cumprir os meus deveres para com os
meus filhos. Continuo a ser mãe a 100%, a fazer tudo o que posso e não posso por eles, sem nunca ter virado costas a ninguém. 
Pronto, já me sinto mais leve. Desculpem o desabafo!!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Queria tanto...

Queria fechar-te a sete chaves para te ter só para mim
Queria trancar-te no meu quarto e não te deixar sair, nunca mais
Queria prender-te no meu coração para ser correspondida
Queria encerrar-te na minha alma para sermos um só
Para sempre 


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Conversas com filhos I

O bombom mais novo para mim: Mãe, de vez em quando tens de me dizer que sou lindo e inteligente.
Eu: Tu és lindo e inteligente, meu Amor! 
Ele: Eu sei, mãe! Não é preciso estares a dizer. :)