domingo, 1 de novembro de 2015
Olá Novembro!
Olá Novembro das folhas vermelhas e amarelas. Olá Novembro das castanhas assadas. Das temperaturas mais frias. Da chegada das meias de inverno, dos pijamas quentes, do cacau quente. Olá Novembro da lareira acesa, dos jantares em casa com amigos. Dos dias mais curtos e das noites mais longas. Olá Novembro, dos fins-de-semana passados no sofá, a ver um filme, a ler um livro ou simplesmente aconchegada ao meu amor. Olá Novembro. Sê simpático!
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Mães de super-heróis
Sempre ouvi dizer que mãe de rapaz tem um protector para a vida. Tenho dois, que estão cada vez mais crescidos e que querem mandar cá em casa mais do que podem.
Hoje pedi para irem comigo a Lisboa à noite fazer a entrega de um artigo que vendi no OLX a um senhor. O mais novo começou logo a refilar que não lhe apetecia, etc e tal. Esperava ouvir o mesmo do mais velho, mas, para meu espanto, disse logo que ia comigo.
Quando voltei costas ouvi o mais novo perguntar espantado: Vais mesmo com a mãe a Lisboa? Ao que o mais velho respondeu: Claro! Achas mesmo que ia deixar a mãe ir sozinha à noite encontrar-se com um desconhecido?
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Tenho medo
Tenho medo de te perder. Tenho medo de me perder.
Tenho medo há um ano, e mais um se seguirá. Tenho medo que a seguir voltes a partir. Tenho medo que nunca mais voltes.
Tenho medo da solidão. Tenho medo de me habituar a ela e não querer viver de outra maneira.
Tenho medo de um presente igual a ontem. Tenho medo de um futuro que nada de novo me trará.
Tenho medo de nos perder. De perder o teu toque, o teu sorriso. Tenho medo de perder a cumplicidade. Tenho medo de perder aquilo que nos define.
Tenho medo que o tempo não passe e o amanhã não chegue. Tenho medo das noites longas e das manhãs vazias.
Tenho medo de não partilhar coisas contigo. Coisas pequenas, do dia-a-dia, mas que podem ser tão grandes.
Tenho medo das festas a que deixo de ir por não ires comigo e mais ainda daquelas a que irei sozinha. Tenho medo das perguntas dos outros, dos comentários bem intencionados mas que magoam, dos porquês de não voltares e de ouvir "passa depressa, vais ver".
Tenho medo de mim, de me isolar, apesar de me sentir tão só.
Tenho medo dos momentos de loucura, em que as lágrimas não cessam e eu peço para deixar de sentir. Tenho medo da falta de paciência, dos gritos que os meus filhos ouvem por me sentir revoltada, apesar de não terem culpa dessa revolta. Tenho medo que eles me ouçam chorar na minha cama, noite após noite. E tenho medo da manhã com olhos inchados, quando a maquilhagem já não conseguir camuflar a minha dor.
Tenho medo de falar contigo e que notes quanto me magoas com a tua ausência. Tenho medo de não falar contigo e ser eu a magoar-te ou a afastar-te de mim. Tenho medo do desconhecido. Tenho medo das desconhecidas que estão perto de ti e eu tão longe.
Tenho medo dos aniversários sozinha, do teu e do meu, dos dias de S. Valentim, dos dias feriados, dos dias de chuva em que apetece ficar na cama ou no sofá, enrolada a ti, dos dias de sol na praia, dos jantares com um bom tinto, dos almoços tardios, de tanta coisa...
Tenho medo do passar do tempo, da distância, de a saudade se transformar em indiferença, de não me quereres mais.
Tenho medo da ausência do teu olhar, do teu sorriso e dos teus braços.
Tenho medo de viver a olhar para o telemóvel, à espera de uma mensagem ou um telefonema. Tenho medo de viver noite após noite à espera da hora de te ver num ecrã de computador.
Tenho medo de viver no limbo.
Tenho medo de não viver.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Tudo depende da importância que você dá...
Por vezes, algo que até é pequeno, parece um problema do tamanho do universo.
Como a história do copo com água. Se segurares num copo com água durante um minuto, ele parecerá leve. Se segurares no mesmo copo durante 10 minutos, ele já parecerá mais pesado. E o peso do copo parece aumentar à medida que vais segurando nele durante meia hora, uma hora, várias horas. Os problemas são do peso do copo. Quanto mais pensarmos neles, mais pesados se tornam. Há que relevar, tentar não dar mais importância do que realmente merecem. Por vezes, há que fechar os olhos a algumas coisas que, no fundo, são coisas sem importância, antes que se tornem pesadas e, por consequência, aumentem a sua importância.
Tenham uma noite descansada. Sem copos de água para segurar!
XOXO
segunda-feira, 2 de março de 2015
A lua é mentirosa
Hoje está uma noite clara, apesar das nuvens. Lá bem alto está a lua. Distante, mas bem visível na sua frieza.
"A lua é mentirosa..." disseste-me tu numa das nossas primeiras conversas. Eu sorri.
Hoje sei que ela é mesmo mentirosa. Está lá bem no alto e ambos olhamos para ela. É a mesma lua e parece estar tão perto de nós. No entanto, tu estás a milhares de quilómetros de distância. Longe de mim, longe de nós.
Olho para ela para me sentir perto de ti, sabendo que tu também a estás a olhar... Mas a proximidade não vem. A presença fica ausente. Estico a mão e não estás lá. Tu não estás aqui.
A lua é mentirosa. Olha para nós e faz-nos pensar que cada um de nós está mesmo ali ao lado, mas não está. A lua é mentirosa, mas está a olhar para ti...
Já te disse hoje que te amo muito? À distância?
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Saudades
Há dias em que a saudade aperta. Há noites em que as lágrimas teimam em inundar os olhos. Há alturas em que nem sequer sabemos o porquê de tanta emoção. Apenas sabemos que queremos a presença urgente daquele alguém, ocupar o espaço com um corpo, desfazer o vazio com um abraço, calar a boca com beijos.
Há dias em que a saudade aperta. A minha saudade de ti...
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