Mas e se elas se forem? Se deixarem de ser ditas, de ser ouvidas? Da primeira vez que adormeci sem as escutar bateu uma saudade forte. Como se já tivesse perdido aquela pessoa. Como se a ausência daquelas palavras significassem a ausência do sentimento, o princípio do fim. Estaria a exagerar ou apenas a pressentir? Quando dizemos a alguém que amamos essa pessoa e ela não nos responde com as mesmas palavras, isso significa o quê? As ideias rodopiam na cabeça, numa tempestade sem fim. Num carrocel que teima em não parar e que teima em afastar o sono. E quando o sono chega, vêm os sonhos de quedas em buracos fundos, de florestas negras sem fim, de caminhadas no deserto. Tudo porque aquelas palavras ficaram ausentes.
Mas a ausência nem sempre significa o princípio do fim. Por vezes a vida dá-nos dias menos bons, em que nos esquecemos que temos pessoas que nos rodeiam que merecem a nossa atenção, o nosso carinho, o nosso amor. Em que nos esquecemos que poucas palavras podem significar tanto e mudar o dia da outra pessoa. Que uma mensagem demora 30 segundos a escrever e que pode fazer alguém sorrir o da todo. Em que um telefonema de um minuto pode fazer alguém muito feliz quando são ditas as palavras certas. E há dias em que os sentimentos estão mais ao rubro, em que sentimos a dobrar, pensamos a triplicar, choramos a quadruplicar e a ausência de carinho, atenção e dessas palavras tão simples mas de tão grande significado nos fazem pensar que tudo está perdido.
E depois de uma noite de sono agitado, com dúvidas e sonhos angustiantes, uma simples mensagem muda tudo: Não te esqueças que eu te AMO!
