quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Bacalhau, roupa velha, perú, presentes e uma gripe do caraças

Mais um Natal, mas o primeiro que passamos a três em vez de quatro. É claro que o passamos como sempre, em casa dos meus pais. Os bombons não o quereriam de outra forma. Foram desde sempre habituados a isso, ao ponto de chegarem a dizer que não podiam passar o Natal em casa porque o Pai Natal não iria saber onde eles estavam. 
Este ano, para além da ausência do pai, têm tido uma mãe a meio gás. Com uma gripe do caraças. Arrastei-me para fora da cama para fazer os doces que me competiam e o resto ficou entregue à avó e à tia, que com mestria fizeram o bacalhau da consoada e a roupa velha e o perú para hoje. 
De manhã abriram-se os presentes. Entre a algazarra de sempre, com papel de embrulho a esvoaçar, foram aparecendo presentes desejados e outros inesperados. 
Os bombons andam agora atarefados a experimentar os Walkie talkies e a ver o filmes que receberam. Eu continuo de cama, a ler um livro meio chato, a dormitar a cada 5 minutos e a pensar que tenho tudo para ser muito feliz. Mesmo com uma gripe do caraças! Feliz Natal!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Compras, bolachas, luzes e chatices

Este fim-de-semana foi uma correria total. As compras de Natal, que estão atrasadíssimas, parecem nunca mais estar concluídas. Para ser sincera, também me faltam ideias. O gosto de oferecer algo e o problema dos custos, aliados à falta de tempo para fazer eu própria os presentes, tem-me deixado um pouco triste e até chateada. Já estou como canta o Markl na música de Natal da Comercial: para o ano compro os presentes em Agosto.
Ontem também foi dia de queimar bolachas de Natal que pretendemos oferecer numas latinhas bonitas. Entre fazer bolachas e a decoração da árvore, que ainda nem montada estava, fui delegando tarefas aos meus bombons, mas o resultado não foi o esperado. Entre 'Mãeeeeee, olha as cookies de chocolate...' E 'Mãeeeeee, a Pepita está a subir a árvore...', fui correndo entre a sala e a cozinha vezes sem fim até que o resultado final era evidente: árvore de Natal torta e deficientemente decorada e bolachas esturricadas. Enfim, não há-de ser nada e não é o fim do mundo. Havia que haver boa disposição porque ainda faltava ir a Lisboa ver o Circo de Luz no Terreiro do Paço. 
E aí começou a batalha final: conseguir despachar os bombons e convence-los a deixarem a Pepita e a árvore recém-decorada e irem a Lisboa ver luzes. Argumento para cá, grito para lá.. Batalha vencida! E lá fomos nós... para o trânsito. Filas e mais filas. Chegámos ao Terreiro do Paço já depois da hora, mas ainda conseguimos ver um bom bocado do espectáculo. A reacção dos bombons: 'Só isto?? O do verão foi muito melhor!' Também achei demasiado infantil, mas nunca o iria admitir à frente deles depois de ter falado maravilhas daquilo só para os convencer. 
Restou-me tentar compensá-los com uma voltinha pela Baixa para verem as luzes (Mãeeeee, isto não é nada de especial. Vamos para casa.) e uma ida ao McDonald's, que, finalmente, foi bem-vindo. Até a mim, que não sou apreciadora, me soube bem sentar-me e pensar que, pelo menos naquele dia, não  iria haver mais pressas, mais compras nem mais bolachas queimadas. Finalmente, consegui descontrair e pensar que apesar de todo o stress, o mais importante é estar com eles e poder vê-los crescer. Mesmo tendo de ouvir eternamente: 'Mas, Mãeeeee...!'



terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Época natalícia



A época natalícia começa cá em casa não quando fazemos a árvore (não, ainda não fizemos!!), mas sim quando começamos a fazer bolachas! Entre bolachas de manteiga com glacés coloridos e bolachas de gengibre e canela, não sei quais as que preferimos, mas uma coisa é certa: adoramos todo o processo de as fazer. É farinha espalhada por todo o lado, é um bombom a tentar estender a massa, outro a cortar com as formas, enquanto eu tento dar forma às bolachinhas e salvá-las para que se pareçam minimamente com a forma original. Depois no forno é mais uma aventura. Há sempre algo que nos distrai e faz com que as bolachas fiquem sempre um nada mais escuras do que deveriam. Mas o resultado final é sempre o mesmo: yammi!!

Este ano queremos presentear os nossos familiares mais próximos com bolachas de Natal. Mas a dúvida é: será que duram até lá? Neste momento vamos em 8 fornadas de bolachas e a lata, onde elas são colocadas depois de feitas, parece estar sempre ao mesmo nível, ou pior, com o nível a baixar. Ninguém lhes resiste, nem mesmo esta Pepita que tenta arduamente fazer dieta numa altura do ano em que qualquer dieta deveria ser proibida por lei!

E por gostarmos tanto das últimas bolachinhas que fizemos, aqui fica a receita, retirada do site da Bimby, mas adaptada para quem não tem esta máquina milagrosa:

Bolachas de gengibre e canela

Ingredientes:
250 g de farinha tipo 55
90 g de açúcar em pó
1 ovo
100 gramas de manteiga à temperatura ambiente
2 colher de sopa de canela
1 colher de chá de gengibre moído
1 colher de chá de fermento

Aquecer o forno a 180° graus.
Bater o ovo, o açúcar e a manteiga até formar um creme liso. Adicionar a farinha, a canela, o gengibre e o fermento e bater bem.
Formar uma bola e colocar encima de uma base polvilhada com farinha. Estender a massa e formar bolachinhas, cortando-as com formas (estrelas, meias-luas, etc.) ou utilizando um copo pequeno para fazer pequenos círculos.
Vão ao forno em tabuleiro revestido com papel vegetal e cozer durante 10 minutos ou até ficarem douradas.
Bom apetite e boa época natalícia!
XOXO

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Ano novo vida nova?

Para todos os efeitos o meu ano começou mais cedo. Começou no dia em que deixei um relação de muitos anos para trás e me foquei em criar uma vida nova para mim e os meus dois bombons de chocolate.
O optimismo inicial deu muitas vezes lugar a muitas dúvidas. Serei eu capaz de levar sozinha um projecto de vida que tinha iniciado a dois? Serei capaz de educar os bombons e dar-lhes todo o apoio de que necessitam? Serei capaz de lhes dar o que eles precisam? Estas e muitas outras dúvidas assaltaram-me e assaltam-me muitas vezes, sobretudo no silêncio da noite, quando estou sozinha, comigo mesma. É claro que não tenho respostas para estas perguntas. Vou dando um passo de cada vez, vivendo um dia de cada vez e dando o meu melhor para pelo menos poder demonstrar a mim própria que sou capaz.
Porque abri um blog? Para me servir de diário, para partilhar pensamentos, dúvidas, certezas e experiências de vida. E para espalhar um pouco do optimismo que comigo carrego e que parece ser cada vez mais raro nos dias que correm. Porque pensamentos positivos e sorrisos não fazem mal a ninguém e melhoram não só o nosso, como também o dia dos que nos rodeiam.
É isso. E eu sou assim mesmo!
XOXO