Gostava tanto de receber cartas e postais... Não gostava particularmente de os escrever, mas quando chegava uma carta ou um postal de um local distante, era como se estivesse a chegar um pouco desse local, dessa pessoa até mim.
Que boa que era a expectativa ao abrir o envelope, desdobrar as folhas e começar a ler, avidamente, tudo o que tinham para me contar. E a ansiedade pela resposta, que por vezes teimava em nunca mais chegar.
Entretanto vieram os e-mails, práticos, rápidos. Qualquer coisa, abre-se o correio electrónico e vai um e-mail e, com sorte, pouco depois chega a resposta. Ali, no ecrã do computador, sem ter de abrir envelopes, desdobrar as folhas...
Dou por mim a achar a caixa do correio uma coisa chata. Sim, chego a estar uma semana sem ir lá espreitar pois sempre que o faço o que encontro são envelopes... com contas para pagar. Já raramente encontro nela algo que me alegre, entusiasme. E, no entanto, eu própria tenho culpa disso. Não costumo escrever.
Nesta altura do ano, fico sempre extasiada quando vejo que um dos envelopes que lá tenho não contém contas, mas sim um belo postalinho, com algumas palavras rabiscadas. Ainda existem pessoas que se dão ao trabalho de enviar postais de Natal!! E eu prometo todos os anos que no ano seguinte vou comprar postais e enviar, em vez de responder via e-mail. E mais uma vez me esqueci, ou não tive tempo, ou não me apeteceu e lá vou eu ligar o computador e enviar e-mails de Natal para essas pessoas que tanto admiro: aquelas que ainda dão um bom uso à minha caixa de correio!
XOXO

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